domingo, 16 de outubro de 2011
Kitsch Object
Achei que nunca ia chegar nessa triste conclusão. Queria não pensar que meu coração servia pra algo mais, algo que não fosse bombear o sangue que corre em minhas veias. Queria pensar que meu cérebro servia pra algo mais que não posso comandar todo o meu corpo. Chego até a pensar que meu corpo me odeia. Não posso por meus olhos em você .Meu coração fica agitado, acelerado. Pobres mãos que tremem e ficam suadas. Não posso controlar meus olhos, você é um imã para eles. Eu fico completamente sem controle, descompassada , angustiada. Nesses tempos de mentes livres e espiritos não domesticaveis, fico pensando se , de tanto amar do jeito diferente dos outros, eu não sou só um ser/objeto cafona.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Something Rotten
Você destrói tudo o que toca. Esse é meio que seu dom. E com esse seu jeitinho meigo , você se aproxima, hipnotiza, você faz a pessoa se arrastar por você. Foi no meu coração, no fundo do meu ser que você me tocou. Bem lá no fundo eu sinto uma pontada toda vez que pouso meus olhos sobre você. No mesmo fundo, me vejo destruída. Cada pedaço de amor, cada tanto de ternura que tinha por você agora definha, simplesmente está apodrecendo. Isso fede, incomoda, reflete na minha maneira de ser. Estou cansada dessa bagunça, tenho que limpar essa sujeira que você deixou.
domingo, 28 de agosto de 2011
Call Me With The Voice Of Love
I saw you with the flowers
They weren't ment for me - no,
I saw you at the corner
You did not turn to me,
For my heart is begging:
Call me
Call me with the voice of love
Hold me
Hold me in the arms of faith
You were the first - you were the last,
I ever opened my heart to
Now you seam so far away,
Come back and stay,
For I say:
Call me
Call me with the voice of love
Hold me
Hold me in the arms of faith
Lead me
Lead me to the gates of tenderness,
Feel me
Feel me as I feel for you
Lacrimosa.
They weren't ment for me - no,
I saw you at the corner
You did not turn to me,
For my heart is begging:
Call me
Call me with the voice of love
Hold me
Hold me in the arms of faith
You were the first - you were the last,
I ever opened my heart to
Now you seam so far away,
Come back and stay,
For I say:
Call me
Call me with the voice of love
Hold me
Hold me in the arms of faith
Lead me
Lead me to the gates of tenderness,
Feel me
Feel me as I feel for you
Lacrimosa.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
My Sweet Prince
Ontem eu vi um brilho estranho no céu. Era uma estrela cadente.Tão alta, tão brilhante, tão hipnotizante e tão fora de alcance.
Lembrei da minha infância, quando lia O Pequeno Príncipe. Um sorriso surgiu em meus lábios lembrando de como eu queria fazer tudo como ele fazia.
Queria ser eternamente responsável por aqueles que eu cativasse, queria fugir de casa numa
estrela cadente e, acima de tudo, queria ter uma rosa para me fazer companhia.
Dei um suspiro e admiti que lá no fundo essas vontades nunca me deixaram de verdade, mas agora eu via o mundo de um jeito diferente.
E quando você cresce , vê que nem tudo o que você deseja é aquilo que você conquistou durante os anos.
Eu não cativou ninguém, nenhuma estrela cadente passa tão perto de mim para que eu possa agarra-la e, o mais triste de tudo, nenhuma rosa tão linda, tão vermelha e tão orgulhosa, cresce no meu jardim.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
-Porque você tá indo embora? - perguntei ainda tonta de sono.
-Eu tenho que ir embora. -falou a moça que zanzava apressada pelo meu quarto.
-Claro que você não tem que ir. Fica aqui comigo mais um pouco, quem sabe você não resolve se mudar logo pra cá.
-Eu não acho uma boa ideia! -Respondeu sem nem tirar os olhos da mochila que arrumava.
-Não é boa ideia? Porque não? Fica oscilando entre o fica comigo e o não te quero. O que vai ser dessa vez?
-Dessa vez acabou! - falou ainda sem me olhar
-Acabou como nas outras vezes? Você ia embora e logo voltava correndo quando sua namoradinha cansava de você, é assim que vai ser? Olha pra mim! - falei um pouco alto as ultimas palavras mas consegui o que queria. Ela me encarou.
-Eu não vou voltar, não vou mais ligar e se você me ligar eu não vou atender, se for me procurar...eu vou ignorar você - Falou seria demais.
Finalmente eu percebi que ela não ia voltar. Fiquei estática , tentado formular qualquer frase.
-Porque isso de repente?
Ela se aproximou de mim, fez carinho no meu rosto.
-Eu não quero te magoar.
-Se você me deixar, bem, você via me magoar.Eu te amo.
Ela congelou, desviou o olhar e desandou a falar.
-Desculpa, mas eu não consigo mais ficar assim. Eu gosto de ti, eu gosto mesmo, mas eu não sei se eu gosto de você desse jeito. -voltou a me olhar.
Me calei e fiquei quietina , sentada na cama.
-Você é minha amiga antes de tudo, eu realmente não quero magoar você. Eu não queria que nada mudasse, mas eu sei que isso é impossível, ficou impossível desde a primeira vez que eu te beijei. Então o melhor que posso fazer é deixar você seguir com a sua vida e encontrar alguém que realmente goste de você.
-Goste de mim do jeito que eu gosto de você? -olhei bem no fundo de seus olhos.
Ela riu nervosa
-Você está deixando isso difícil pra mim.
-Engraçado, você querendo não me magoar, mas ainda não pensou em mim te esquecer vai ser difícil.
-Desculpa, uma hora você esquece. - Dizendo isso beijou meu rosto e foi embora.
Até hoje me perguntou por onde ela anda, mentindo pra mim mesma dizendo que no fundo eu não quero saber.
-Eu tenho que ir embora. -falou a moça que zanzava apressada pelo meu quarto.
-Claro que você não tem que ir. Fica aqui comigo mais um pouco, quem sabe você não resolve se mudar logo pra cá.
-Eu não acho uma boa ideia! -Respondeu sem nem tirar os olhos da mochila que arrumava.
-Não é boa ideia? Porque não? Fica oscilando entre o fica comigo e o não te quero. O que vai ser dessa vez?
-Dessa vez acabou! - falou ainda sem me olhar
-Acabou como nas outras vezes? Você ia embora e logo voltava correndo quando sua namoradinha cansava de você, é assim que vai ser? Olha pra mim! - falei um pouco alto as ultimas palavras mas consegui o que queria. Ela me encarou.
-Eu não vou voltar, não vou mais ligar e se você me ligar eu não vou atender, se for me procurar...eu vou ignorar você - Falou seria demais.
Finalmente eu percebi que ela não ia voltar. Fiquei estática , tentado formular qualquer frase.
-Porque isso de repente?
Ela se aproximou de mim, fez carinho no meu rosto.
-Eu não quero te magoar.
-Se você me deixar, bem, você via me magoar.Eu te amo.
Ela congelou, desviou o olhar e desandou a falar.
-Desculpa, mas eu não consigo mais ficar assim. Eu gosto de ti, eu gosto mesmo, mas eu não sei se eu gosto de você desse jeito. -voltou a me olhar.
Me calei e fiquei quietina , sentada na cama.
-Você é minha amiga antes de tudo, eu realmente não quero magoar você. Eu não queria que nada mudasse, mas eu sei que isso é impossível, ficou impossível desde a primeira vez que eu te beijei. Então o melhor que posso fazer é deixar você seguir com a sua vida e encontrar alguém que realmente goste de você.
-Goste de mim do jeito que eu gosto de você? -olhei bem no fundo de seus olhos.
Ela riu nervosa
-Você está deixando isso difícil pra mim.
-Engraçado, você querendo não me magoar, mas ainda não pensou em mim te esquecer vai ser difícil.
-Desculpa, uma hora você esquece. - Dizendo isso beijou meu rosto e foi embora.
Até hoje me perguntou por onde ela anda, mentindo pra mim mesma dizendo que no fundo eu não quero saber.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Rezo pra que a meia noite chegue logo, eu quero me deitar. Descansar esse corpo cansado do dia, cansado da vida. Fecho os olhos e tento dormir, pena que não consigo. Depois de tanto tempo finalmente consigo sentir que meu corpo está em stand by. Mas esse fluxo de consciência me assalta e não deixa minha mente descansar. As imagens da minha vida, tão vividas , passam em minha mente. Droga, por uma noite eu só queria desligar. Tantas noites mal dormidas, minhas olheiras ficando negras e profundas. Nem remédio ajuda mais, eles só me deixam mais lentas, porém nunca parada por completo. Eu ainda penso, logo eu ainda existo. Só é uma pena que eu esteja cansada demais pra ver a sutil beleza disso.
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